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História Natural da Marambaia No litoral brasileiro o homem pré-histórico deixou vestígios do uso sistemático de recursos animais e vegetais em sítios arqueológicos chamados "sambaquis". Muitos desses sítios foram estudados por pesquisadores que escreveram sobre os hábitos alimentares, de caça, pesca e de coleta de vegetais dos povos que os construíram. Diversos trechos de florestas onde estes homens estabeleceram roças e manejaram espécies, ainda estão marcados pela sua passagem. O estágio atual de trechos de manguezais, restingas e florestas no Rio de Janeiro apontam para o seu uso pelo homem pré-histórico, posteriormente por índios e caiçaras em um sistema no qual a flora e fauna foram, de certa forma, preservadas. Com a colonização européia, o estabelecimento das cidades, o aumento da população, a abertura de estradas, os diferentes ciclos econômicos e expansão das fronteiras agrícolas, a vegetação brasileira passou a ser explorada intensamente. Hoje, nas grandes cidades, poucos são os remanescentes florestais que sobreviveram e sua preservação não é totalmente garantida.
Vários estudos foram realizados na Marambaia por pesquisadores de universidades e institutos de pesquisa, apoiados por suas próprias instituições, agências de fomento e pelas unidades militares. Os resultados dos estudos apontam esta região como uma das mais preservadas e ricas em espécies de animais e plantas, principalmente de ambientes de restinga, e detentora de importantes trechos de manguezais e floresta atlântica. No entanto, boa parte do conhecimento gerado permanece restrito ao meio acadêmico, em revistas especializadas ou em teses acadêmicas de acesso restrito. O objetivo deste livro é sintetizar este conhecimento em uma única referência. Interessados em adquirir História Natural da Marambaia no valor de R$49,00, devem solicitar para ltmenezes@gmail.com. |